Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
mudança X dedicação
-Ou mudar, sugerir, propor, negociar a mudança?
- A mudança inspira...
-Dedicação o resultado pode ser lento (ou até mesmo nem ser reconhecido).
-Dedicação em algo que não te faz feliz, bem?
-Mudança, mudar, o novo que pode ou não trazer ''bem-estar-seguir''!
Domingo, 14 de Junho de 2009
Domingo, 10 de Maio de 2009
vamos vai [ela falou]
vem cá, a tempos vc disse que queria [ela]
é, mas hoje to bem [ele]
me deixa tentar?[ela]
tentar? [ele]
Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
Domingo, 8 de Março de 2009
Fiança II
Pagaram minha fiança de você...
Com você; de você, fui por muito tempo, mas até que do que; você foi para mim.
Pagaram minha fiança de você...
''Só sei eu'' o quanto foi cruel, estar em suas mãos, passar por elas, foi tanto tempo, que nem sei onde foi parar minha identidade...
Pagaram minha fiança de você...
Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009
Café Amargo...
Como sempre, rigorosamente nos últimos anos, despertou. Com um relógio barato desses que se encontra nos mercados de rua, acordou para mais um dia.
Levantou-se.
Nada era supersticioso, não tinha aquelas manias de acordar, com o pé direito.
Vestiu-se, e saiu!
Raramente dava um oi pra o cachorro, que coitado, era mais carente que ele próprio.
Não tinha costume de fazer o dito necessário desjejum em casa.
E por isso sempre fazia, em um caféh perto de casa. Há anos
tinha essa rotina.
Mal entrará no caféh, e a atendente já sabia o que ele queria, sempre a mesma coisa...
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_-_-_Não era muito feliz, ou melhor, não se sentia feliz. (por que afinal, pode ser melhor sentir-se do que ser de fato...)_-_-_
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Tinha até ali uma vida medíocre, sem muitas emoções. Teve uma infância típica e normal, tinha família, com alguns problemas, irmãos, tios avós, primos. Nascido e criado em uma cidade grande, (onde vive até hoje), sempre teve vontade de mudar. Ele muito introspectivo, reservado, um homem tímido.
Tão logo a atendente o vê, já vai à contra mão ao atendimento que fazia, e corre a preparar o pedido costumeiro de seu cliente estranho. Era assim que todos no Caféh, atrás dos balcões, apelidaram aquele cliente. Mais rápido que o pedido, foi à entrega. Ele gostava muito de lá, apesar de hiper movimentado sempre no horário que ia, ainda sim a atendente sempre o atendera rápido, nunca esperava por muito o desjejum chegar...
-Bom dia Senhor!
Não responde apenas um olhar, parecido inclusive ao que a pouco havia lançado ao cachorro.
Hum... Esse cara, todas as manhãs, nunca responde a uma palavra de cordialidade, pelo menos sempre dá grandes gorjetas.
Café amargo era o que sempre pedia, e a única coisa que tomava pela manhã.
Ainda no Caféh, aquela manhã resolveu demorar-se um pouco, e ler ali mesmo o Jornal que normalmente comprava e levaria para o carro. Mas aquela manhã quebrou o protocolo e começou ali mesmo a leitura.
Um único olhar procurando a tendente, ela já sabia que ele queria mais um Café Amargo.
Aqui está Senhor, mais alguma coisa?
Não, obrigado...
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Gostava mesmo dos classificados, odiava todos os outros, principalmente o de esportes, tal tema não gostava.
Ria, sempre ria ao passar as páginas do editorial.
Após a costumeira, vista nos classificados, pede a conta à atendente, repara nesta hora que era outra, que virá receber, diferente da já habitual, sendo assim, nada deu de gorjetas a esta.
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Cruza a porta de vidro.Chega ao carro.
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Olha rapidamente ao relógio da Praça, a grande praça que naquele horário, já estava movimentadissíma, isso o irritou, por minutos, ver uma multidão seguindo loucamente, e individualmente.
Naquela manhã já havia quebrado alguns protocolos, tomou dois cafés, leu os classificados, fora do carro, e era só o começo de mais um dia, decidiu ali, ao invés de pegar a Rua Herson onde deveria estacionar dar cordialmente um bom dia ao manobrista, ao porteiro, pegar o elevador, dar mais ‘’bom dia’’ a quem encontrasse no espaço, descer inicialmente no sétimo andar, dar mais ‘’bom dia’’ a quem encontrasse no corredor, até chegar a sua sala. Decidiu ali a poucos metros da Rua Herson, continuar, não sabia para onde, mas sabia que queria naquela manhã quebrar protocolos de sua vida!
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Cruzando a Rua Herson com a Rua Guida Prado, deu um leve sorriso, sentiu ali uma sensação nova, única de liberdade.
Rua Guida Prado à frente, seguiu.
Passou por vários caféh’s, e logo pensou e sentiu vontade de experimentar novos sabores, ver novas xícaras, ficou perdido por minutos em pensamentos, quando parou em um sinal vermelho, normalmente não os respeitava, mas algo naquela rua havia o inspirado de certa forma.
Buzinas, algumas buzinas o despertaram a seguir. Parou num próximo caféh, que encontrou, um de fachada modesta.
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A manhã era de quebra de protocolos, de rotina, de liberdade. O que ele há tempos não sabia ''Ser''!
Logo a atendente, Bom dia Sr. o que deseja?
-Bom dia! Traga-me um Café Amargo, por favor!...
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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009
''Para estar junto, é preciso sem dois..''
ele queria ficar junto...
ele gostava, de seu jeito, seu falar, sua altura...
ele amava ela?
fosse na chuva, no sol, no frio, (ouve frio)!
ele a tinha nos braços (nos abraços...)
no carinho leve ao mexer nos cabelos...
sim sim ele a tinha...
apelidos foram criados, e adotados.
ele gostava nos braços,
ele a tinha nos abraços...
no frio,
no sol,
na chuva (ouve chuva).
vozes ao telefone, nunca é suficiente, por isso também
ouve saudade!
foi a falta dele que permitiu... (talvez)
ou a não vontade, intensidade, como a dele que não permitiu...
eles não namoraram, então?
podem achar crueldade dela...
mas parece que ele não sabia!
para estar junto, precisa ser dois!
e ele, era só um!


